quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Palestina laica, democrática e sem racismo!

Deter o genocídio sionista na faixa de Gaza!
Todo apoio ao povo palestino!
Fora sionistas da Palestina!


Há quase vinte dias de ataques à Faixa de Gaza, fica claro para o mundo o caráter genocida da ação desencadeada pelo Estado Sionista de Israel, com o apoio explícito do imperialismo americano. Já são quase mil palestinos mortos e mais de 2.500 feridos. É o maior ataque de Israel contra o povo palestino desde a Guerra dos Seis Dias, em 1967, quando o sionismo ocupou Gaza e Cisjordânia.
A ofensiva israelense iniciada em 27.12, que começou com bombardeios aéreos e marítimos contra civis palestinos, intensificou-se a partir do dia 03.01, com a invasão dos tanques e blindados por terra. A morte de mais de uma centena de crianças e o bombardeio de três escolas administradas pela ONU, são a face mais cruel dos ataques sionistas. O ministro da defesa, Ehud Barack, candidato às eleições gerais de fevereiro, tem declarado que “a ofensiva não será fácil e não será breve”, e que Israel declarou “guerra total” contra o Hamas.
O governo de Israel tem dito ao mundo que a culpa pelo maior ataque ao povo palestino nos últimos 40 anos é do Hamas, que tem atirado foguetes contra o Sul de Israel. É uma grande mentira dos sionistas! Quem primeiro violou a trégua acordada no mês de junho foi Israel, que no dia 4 de novembro, assim que Barack Obama foi proclamado presidente dos Estados Unidos, lançou um bombardeio aéreo a Gaza matando cinco palestinos, num claro recado a Barack Obama de que não permitirão um Estado Palestino livre de sua tutela. Nesse período, o Hamas não havia disparado um único tiro contra Israel.
Mas, mesmo que fosse verdade, a política de “terra arrasada” de Israel é desproporcional à realidade dos fatos. Os palestinos têm apenas foguetes katiuscha obsoletos e os de fabricação caseira, os Qassam, que em todo esse período atingiram apenas quatro israelenses; ao passo que Israel, como Estado títere dos Estados Unidos e financiado pelo imperialismo, têm os armamentos mais poderosos do mundo: os supersônicos americanos F-16 Block 60, que lançam bombas inteligentes do tipo GBU-39, com alto poder de destruição, helicópteros de ataque, 53 navios de guerra,sem contar os 3.800 tanques e 5.500 veículos de transporte, além de 300 ogivas nucleares. Não é a toa que a maioria dos mortos são palestinos; apenas 11 israelenses morreram até agora.
O verdadeiro objetivo da ofensiva de Israel, como declarou dia, 29.12, o vice-primeiro ministro de Israel, Haim Ramon, é “derrubar o Hamas”, considerado pelo sionismo como “terrorista”. O Hamas foi legitimamente eleito pelo povo palestino de Gaza nas eleições de janeiro de 2006 e tem o apoio da ampla maioria do povo. Por não se dobrar às exigências do imperialismo norte-americano e do Estado nazista de Israel, e defender a destruição do mesmo, o Hamas nunca foi aceito pelos Estados Unidos e por Israel. Enquanto a Al Fatah se rendeu, cedendo às exigências do imperialismo e de Israel, o Hamas manteve a bandeira de luta por uma Palestina Livre num único Estado, hasteada, por isso é reconhecido pelo povo palestino de Gaza.
Na verdade, o verdadeiro objetivo do Estado sionista de Israel é a destruição física, através de uma limpeza étnica, do povo árabe-palestino.
A violência permanente contra os palestinos é uma característica desde a fundação de Israel e tem o objetivo histórico de limpeza étnica, expulsá-los de todas suas terras históricas, como foram expulsos em 1948 do atual território israelense.
Israel é um enclave imperialista desde sua origem. Para fundá-lo, utilizou-se como bucha de canhão os judeus perseguidos da Europa, a serviço da política imperialista de colocar de joelhos o Oriente Médio árabe, como um enorme porta-aviões dos Estados Unidos enclavado no Oriente Médio, armado e financiado de forma ilimitada pelos Estados Unidos, com todos os seus governos. Até Barack Obama acaba de reafirmar claramente seu apoio a Israel.
A resistência palestina é um fato extraordinário, único na história moderna mundial, de um povo que durante 60 anos lutou ferozmente por defender sua terra da qual os expulsaram ou tentaram expulsá-los. Os palestinos atuais, são expulsos de suas casas, são filhos e netos de pessoas que foram expulsos de suas casas, ás vezes mais de uma vez. Lutando contra o sionismo, converteram-se em uma vanguarda de luta antiimperialista a escala mundial.
No atual genocídio de Gaza, os foguetes katiuscha ou Qassam do Hamas não passaram de pretexto, pois Israel preparava há seis meses uma ofensiva militar contra o povo palestino situado em Gaza, segundo altas fontes da defesa israelense. Não é o Hamas que Israel quer derrotar, mas a luta heróica do povo palestino que já dura 60 anos contra os invasores sionistas, que recentemente foram derrotados pelo Hezbolah no Líbano. Só haverá paz na Palestina e no Oriente Médio quando o Estado Sionista de Israel deixar de Existir e se constituir um Estado Palestino Livre, laico e democrático, onde árabes, muçulmanos e judeus possam conviver fraternalmente, como faziam antes da ocupação sionista.
Mais uma vez, o papel da ONU é ao lado dos imperialistas e do sionismo, pois até agora não emitiu nenhuma resolução condenando o bárbaro genocídio do povo palestino.
Mas, os palestinos não estão sós. Cresce a solidariedade e o apoio no mundo inteiro, com mobilizações de massas, na Europa, onde a maior aconteceu na França com 20 mil pessoas, na Ásia e no Oriente Médio, e agora nos Estados Unidos e América Latina, com a expulsão do embaixador de Israel pelo governo Hugo Chávez.
É por tudo isso que nos somamos à luta grandiosa de povo palestino, de “Davi contra Golias”, e chamamos a Solidariedade de toda a população trabalhadora, das entidades sindicais, estudantis, de direitos humanos.
No Brasil, nos somamos a exigencia dos atos de São Paulo, Manaus, Florinopolis, Salvador e Rio de janeiro de que o governo Brasileiro rompa realoçoes diplomaticas com israel e cancele o tratado nos marcos do mercosul com os Estado sionista. Na venezuela, nos somamos a campanha proposta pela Corrente Classista Autônoma e Revolucionária da UNT de que Hugo Chaves apresente uma moção na OPEP para que não mais se venda petroleo ao Estdo de Israel.
Fim imediato dos bombardeios!
Boicote aos agressores sionistas!
Pela expulsão do embaixador de Israel do Brasil!
Solidariedade ao heróico povo palestino!

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