quarta-feira, 29 de julho de 2009

Carta de Curitiba reforça luta em defesa da educação

Por Carla Lisboa
A Carta de Curitiba, documento com a síntese das deliberações do 54º Conselho do ANDES-SN (Conad), que ocorreu entre os dias 16 e 19, no auditório da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTF-PR), foi editada durante o encontro e lida na Plenária de Encerramento (19/7) para os mais de 100 representantes das seções sindicais que estiveram no evento. Realizado para rever e atualizar o plano de lutas da entidade, o encontro destacou, dentre outros temas considerados relevantes, a defesa da educação pública.
Os dirigentes sindicais reafirmaram o conceito da indissociabilidade entre o ensino, a pesquisa e a extensão como princípio básico que garanta um padrão unitário de qualidade na educação superior brasileira. Confirmaram, com isso, a essência da luta dos docentes que, há pelo menos três décadas, demonstram que, para a vida do brasileiro melhorar, o primeiro passo é instituir políticas públicas para assegurar educação pública de qualidade no País.
Prova disso é que até mesmo numa pesquisa de opinião, intitulada “Brasil Ponto a Ponto”, realizada este ano para subsidiar a elaboração do Relatório Brasileiro de Desenvolvimento Humano, o PNUD consultou 500 mil internautas sobre o que precisa mudar no Brasil para a vida melhorar de verdade. A educação foi a resposta que liderou o primeiro lugar da consulta eletrônica em todos as 27 unidades da Federação e, na média nacional, ela ficou em primeiro lugar, com 21%.
Reforma universitária – A educação pública, gratuita, de qualidade, laica e socialmente referenciada é o eixo da luta do ANDES-S. Por isso, uma das principais deliberações do 54º Conad foi a retomada do Frente de Luta contra a Reforma Universitária para, em conjunto com outras entidades nacionais do campo acadêmico, sindical e estudantil, o movimento docente intensificar o combate às políticas privatizantes do governo federal para a educação, sobretudo, a superior.
Na Carta de Curitiba, os docentes reconhecem e assumem como tarefa urgente a necessidade não só de buscar a rearticulação da Frente de Luta contra a Reforma Universitária, mas também a de discutir, especialmente com o movimento estudantil, as formas de enfrentamento para impedir a aprovação da reforma universitária, que ameaça seriamente a educação superior pública no País.
Além das ações contra a reforma universitária, a qual está em andamento acelerado na Comissão Especial da Câmara dos Deputados, os professores decidiram “articular entidades sindicais, acadêmicas, estudantis e movimentos sociais para definir eixos comuns em defesa da educação pública, com base no Plano Nacional de Educação (PNE) – proposta da sociedade brasileira, que possam subsidiar a construção de jornadas nacionais de luta em 2009”, informa a Carta. Confira aqui a Carta de Curitiba.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

USP: 6 mil contra a repressão de Serra e Suely


Na última quinta-feira (20/06) mais de 6 mil pessoas marcharam do MASP até o Largo São Francisco para protestar contra a agressão covarde da Polícia Militar aos professores, estudantes e funcionários da USP. Os manifestantes pediam a imediata retirada das tropas policiais da universidade, a renúncia da reitora Suely Vilela, a realização de eleições diretas para reitor, o fim do projeto UNIVESP e a reabertura de negociações com o Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas, o CRUESP. Com muita disposição, a manifestação contou com a presença de estudantes, professores e funcionários das três universidades estaduais paulistas, além do apoio presencial de diversas entidades como a CONLUTAS.
O DCE e outros muitos estudantes divulgaram e organizaram a manifestação em conjunto com as demais entidades do Fórum das Seis. Os manifestantes entregaram uma carta a população durante o ato com a explicação das pautas e o pedido de apoio. Diversas faixas e cartazes diziam: "Fora Suely" e "Abaixo a UNIVESP". Em coro a passeata começou a pular aos gritos de "Quem não pula é da PM". Ao chegar ao Largo São Francisco várias entidades e personalidades fizeram suas falas, com destaque para um representante da comunidade de Paraisópolis, o jurista Fábio Konder Comparato e o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos.
O truculento diretor da Faculdade de Direito João Grandino Rodas, provável reitorável, também foi citado pelos manifestantes devido seu ato autoritário de fechar a Faculdade na noite seguinte ao ato e manter seus portões trancados durante o dia da manifestação. Aos gritos de "Fora Rodas" os manifestantes pró e contra a greve demonstravam seu repúdio ao diretor que chamou a tropa de choque para os movimentos sociais na ocupação da São Francisco em 2007.
A mobilização na USP tem desgastado profundamente a institucionalidade na universidade de São Paulo. Toda a estrutura anti-democrática da universidade tem sido questionada. O que está em jogo é disputa de dois projetos de universidade diferentes: o de precarização aplicado por Serra e o de uma universidade pública, gratuita e de qualidade, com ingresso massivo da população pobre que sustenta majoritariamente a instituição. Uma universidade voltada aos interesses mais necessários ao povo brasileiro.
As entidades das categorias, representadas pelo Fórum das Seis, farão uma rodada de negociação na segunda-feira com o CRUESP. Lá vamos exigir a retirada definitiva das tropas da PM da USP, a renúncia da reitora Suely Vilela, a realização de eleições diretas para reitor e o fim do projeto UNIVESP. Por isso o DCE convoca todos a construírem um grande ato com milhares de pessoas em frente a reitoria da USP para pressionar os reitores e arrancar uma vitória categórica para a universidade e a população.
FORA PM DA USP!
FORA REITORA SUELY VILELA!
ELEIÇÕES DIRETAS PARA REITOR!
ABAIXO A UNIVESP!
Fonte: DCE USP.

APOIO A LUTA DA USP

O Vamos à Luta apoia a luta dos estudantes, funcionários e professores da USP, UNICAMP E UNESP em luta na defesa de democracia e da educação pública, gratuita e de qualidade.
Os governos Lula e Serra aplicam o mesmo projeto de sucateamento e privatização da Universidade pública.
A nível federal é o Reuni, que deixa milhares sem professores e sem assistência estudantil.
Em São Paulo, o governo quer aplicar o ensino a distância para precarizar cada vez mais a formação. Somos Contra. EXPANSÃO SÓ SE FOR COM QUALIDADE !!!
ABAIXO A REPRESSÃO!!!!
Em resposta as lutas dos estudantes,professo res e funcionários da USP, Serra mandou a PM para o campus, para impedir na força o movimento de se organizar e lutar, relembrando os tempos de chumbo da ditadura.
Apoiamos incondicionalmente a luta dos companheiros da USP e reprovamos o governo Serra por reprimir a luta.
- FORA PM DA UNIVERSIDADE
- CONTRA O ENSINO A DISTÂNCIA, EXPANSÃO SÓ COM QUALIDADE
- MAIS VERBAS PARA A EDUCAÇÃO
- CONTRA AS POLÍTICAS DE LULA E SERRA PARA A EDUCAÇÃO
TODO APOIO A LUTA DOS ESTUDANTES, PROFESSORES E TÉCNICOS DA USP!
FORA PM DA USP!FORA REItora SUELY VILELA!

segunda-feira, 15 de junho de 2009

VAL UnB: FINATEC no olho do furação

As fundações de apoio voltam ao centro do debate na UnB depois de vários escândalos protagonizados por essas entidades no ano de 2008. A maior delas a FINATEC terá o seu recredenciamento debatido no CAD (Conselho Superior de Administração) dia 18 de junho.
O coletivo Vamos à luta apresenta a você 10 motivos para não defendermos o recredenciamento da FINATEC e para avançarmos em uma nova estrutura dentro da universidade onde os interesses privados não prevaleçam sobre a finalidade pública e gratuita da educação.


10 motivos para defendermos o descredenciamento da FINATEC.
1. Por sua natureza legal e política não condizer com a finalidade da educação pública e gratuita voltada para a produção do conhecimento sem amarras ou imposições;
2. Por administrar dinheiro público sem transparência e com agravante de ser uma entidade com interesse privado controlando verba pública;
3. Justifica a “legalidade” dos cursos pagos dentro da Universidade, quando firma parcerias com várias faculdades, normatizando a cobrança de cursos de especialização com a justificativa de que são ministrados por um ente que não compõem a estrutura da UnB nesse caso, as fundações;
4. Por direcionar as pesquisas apenas para segmentos específicos da UnB ;
5. Pela justificativa da sua criação de naturalizar a falta de financiamento público à pesquisa cientifica por parte do Estado e facilitar para que não sejam repassados mais recursos a essa área;
6. Por absorver o corpo docente da UnB para objetivos que não os da universidade;
7. Por injetar menos de 1% de sua arrecadação em projetos de pesquisa e priorizar outros interesses estranhos a finalidade da UnB, como mobiliar apartamento funcional, construir shopping Center, prestar consultorias a prefeituras com contrato superfaturados e subcontratações, quando existe a necessidade de reformas na casa do estudante e verbas para estruturar sala de aulas e laboratórios;
8. Por instituir parcerias com instituições educacionais que defendem projeto de educação que contradiz com os objetivos das instituições públicas e gratuitas como exemplo a escola superior de propaganda e marketing (ESPM);
9. Pela sua utilização como instrumento político de controle e beneficiamento de grupos no intuito de priorizar o interesse destes em detrimento do interesse coletivo e
10. Por utilizar uma estrutura privilegiada enquanto a comunidade necessita de espaços para novos laboratórios, centro de formação para funcionários etc...


Nossas propostas
1. Descredenciamento da FINATEC com os repasses dos projetos a FUB, após uma criteriosa análise das finalidades e objetivos desses projetos;
2. Publicação do resultado da auditoria realizada na Fundação;
3. Disponibilização de mais verbas por parte do Governo Federal com abertura de crédito emergencial;
4. Reaproveitamento das suas estruturas para fins totalmente públicos. Por exemplo, centro de formação para funcionários, laboratórios, escola-saúde e
5. Realizar assembleias por faculdade com a participação dos três segmentos no sentido de esclarecermos sobre a necessidade do descredenciamento da FINATEC e da luta por aumento no financiamento da UnB com a discussão junto à comunidade sobre as prioridades das verbas alocadas e a utilização da estrutura da FINATEC.


Solidariedade às lutas
Todo apoio a greve da USP e ao protesto na UnB!

No último dia 10/06 Funcionários, estudantes e professores da USP realizaram um ato em frente à reitoria da USP para protestar contra a presença da PM no Campus e da intrasigência da Reitora Suely em negociar com os funcionários em greve. Quando o ato já estava se encerrando e os manifestantes retornavam para frente da reitoria foram brutalmente reprimidos pela polícia militar. Repudiamos a atitude da PM e da Reitoria de trocar a negociação pela repressão e desde já somos solidários a luta da comunidade universitária da USP que bravamente combate a precarização da educação pública. O que ocorreu na USP acendeu o sinal de alerta sobre a militarização dentro da universidade. Na UnB estudantes fizeram um ato na reitoria para protestar contra a falta de política de assistência estudantil e do não cumprimento da pauta do movimento por parte do Reitor Zé Geraldo.
Desde já somos solidários a essas lutas reivindicando a saída da PM do Campus da USP e o atendimento imediato da pauta da assistência estudantil na UnB.