segunda-feira, 24 de maio de 2010

Nota de APOIO e SOLIDARIEDADE ao DCE UFSC “Luís Travassos” e à tod@s @s lutador@s contra o aumento da tarifa e por um transporte coletivo de qualidade

Companheiros,
Neste momento em que vocês estão enfrentando na mobilização um abusivo aumento de tarifa, queremos lhes enviar essa mensagem de apoio e de solidariedade.
Nos últimos anos Florianópolis ficou conhecida como uma das cidades brasileiras em que a tarifa dos transportes coletivos mais subiu e por isso é uma das tarifas mais caras do país. Mas não apenas isso, “Floripa” também ficou conhecida no Brasil inteiro por conter uma população e uma juventude em especial, que não abaixa a cabeça para os abusos cometidos com o transporte público.

A luta de vocês que já serviu em anos anteriores como motivadora em outros estados, não é única nem isolada. Há 1 mês atrás enfrentamos os mesmo problemas em Macapá, onde a proposta de reajuste ultrapassava em muito a realidade social da população. Os estudantes sitiaram a Prefeitura e a mesma teve que recuar na tentativa de aumento.
No Pará, mais exatamente nas cidades de Ananindeua e Marituba (região metropolitana) quem está encabeçando a luta pela qualidade nos transportes e pela redução das tarifas é o Sindicato dos Rodoviários, lutando por essas pautas concomitantemente à sua luta por reajuste salarial.
Esta luta tem contado com o apoio de entidades estudantis como o DCE da UNAMA (Universidade da Amazônia).
Nestes dois exemplos o que há em comum e o que ocorre em quase todo o país é a aliança quase irrestrita entre as prefeituras e os empresários dos transportes. Além disso, a utilização da violência pelas PM´s de diversos estados contra os que se mobilizam também são algo comum.
Queremos colocar nosso Coletivo Estudantil a disposição da luta aí em “Floripa” com o que for possível ajudar: material humano; campanha de solidariedade financeira; campanha política de apoio ao movimento etc., pois vemos que esse deve ser o papel dos lutadores sempre, apoiar-nos uns nos outros!
Por fim, queremos desejar-lhes uma boa luta e que a vitória esteja a nossa espera o mais próximo possível.
Venceremos!!!!
Niterói, 19 de maio de 2010
Coletivo Estudantil Vamos à Luta!

segunda-feira, 19 de abril de 2010

“Do caos à lama”

Nota do Coletivo Vamos à Luta sobre a situação no Rio de Janeiro.
O Caos!
Estamos vivendo dias de caos no estado do Rio de Janeiro. Desde a noite da última segunda-feira (05/04) o Rio tem sofrido com fortes chuvas que abalaram todo o seu funcionamento. Desde o incômodo de pessoas com dificuldade de locomoção até milhares de desabrigados e desalojados, e pior ainda, até agora são 179 mortos. Este último número, infelizmente, irá subir nas próximas horas.
A região metropolitana foi a mais afetada, mas cidades da baixada como Nilópolis, da região dos lagos como Maricá, Araruama e Saquarema, dentre outras, também foram atingidas. As situações mais graves são as de Niterói, da capital e de São Gonçalo.
Em Niterói já são mais de 75 mortos e é onde o número mais tende a subir. No morro do Bumba, estima-se que pelo menos 200 pessoas possam estar debaixo dos escombros. Fora isso, no Morro do Estado, no Palmeiras e em outras localidades há também muitas vítimas.
Muitos lugares ainda estão sem luz e sem água. As aulas estão paralisados e muitos trabalhadores não conseguem chegar ao seu local de trabalho. Aos poucos, as cidades tentam voltar ao “normal”.
A lama!
Na manhã de terça, Lula esteve no Rio com Sérgio Cabral e Eduardo Paes para a inauguração do “PAC das comunidades” no Morro do Alemão. A inauguração não ocorreu porque a obra também estava debaixo d`água. Quando provocados por jornalistas todos eles tentaram colocar a culpa na natureza. Mas não apenas isso, foram além, e culpabilizaram a população pelo que estavam vivendo. No raciocínio de Cabral, Lula e Paes, a culpa pelas mortes e pelos desabrigados é justamente dos que morreram e dos que estão desabrigados, porque “escolheram morar em áreas de risco”.
Cabral que chorou por conta da emenda dos Royalties faz pouco caso da tragédia social pela qual o Rio está passando hoje.
Por trás desses discursos, há a tentativa de se eximir da responsabilidade por tantas mortes e sofrimento. Os verdadeiros culpados por tudo isso são em primeiro lugar Lula, Cabral, Eduardo Paes, Jorge Roberto Silveira e todos os demais prefeitos das cidades atingidas.
Aos fatos:
1 - As verbas do Ministério de Integração destinadas a prevenção de catástrofes tem sido minguadas. O relatório da auditoria do Tribunal de Contas da União mostra que os recursos distribuídos e efetivamente aplicados são insignificantes. Entre 2004 e 2009 dos R$ 358 milhões destinados a essa rubrica, apenas 0,65% desse montante foram destinados ao estado do Rio de Janeiro. E dados do “Contas Abertas”, mostram que desde o início do ano até nenhum centavo veio para o Estado do Rio;
2 – Cabral está no seu 4º ano de governo. O Estado do Rio recebe só de Royalties da exploração do petróleo anualmente 5 bilhões de reais. Em 4 anos são 20 bilhões. Não há nenhum programa do Governo Estadual de moradias para a população. A única medida que Cabral tentou efetivar foi a de “cercamento das favelas” para que novas moradias não fossem construídas.
3 – No caso de Niterói, o descaso do governo também é bastante nítido. No ano 2006, a pedido da Prefeitura, o Núcleo de Estudos e Projetos Habitacionais Urbanos (Nephu) da Universidade Federal Fluminense elaborou um plano de prevenção de riscos de deslizamentos e enchentes com custo estimado em R$ 44 milhões que não foi implementado. Na ocasião foram listados 142 pontos de risco de deslizamento. Segundo o jornal O Globo (08/04/2010), “o projeto contrasta com o orçamento da Prefeitura para as ações de drenagem e intervenções em áreas de risco, que prevê gastos de apenas R$ 13,7 milhões do R$ 878 milhões das receitas municipais deste ano.”
É por isso que afirmamos que as causas desse caos que estamos vivendo não são naturais. São políticas e sociais. Ficam claras as fragilidades em relação à habitação, saneamento básico, escoamento de águas pluviais, planos de emergência, saúde pública, etc.
A UFF tem que ajudar!
Estamos pressionando a Reitoria da UFF para que utilize suas possibilidades para ajudar as pessoas. Estamos exigindo: reabertura imediata da emergência do HUAP; liberação de espaços da Universidade para servirem de abrigo; abono de faltas de todos os funcionário efetivos e terceirizados destes dias e; liberação do bandejão para alimentação da população atingida.
Vamos à Luta!
A tarefa da juventude neste momento difícil deve ser a de cobrir de solidariedade à população de todo o Rio. Devemos construir comitês de coleta de donativos: alimentos, água, roupas, colchões, remédios, etc. Estamos ajudando diariamente no ponto de coleta de doações do HUAP. Quem quiser vir ajudar será muito bem vindo! Estamos organizando brigadas e indo aos lugares atingidos. Quando as aulas voltarem, temos que fazer isso também em nossos campi. Mas temos que ir além. O que nos difere do assistencialismo é justamente nossa ação política. Esta manhã estivemos na Assembléia dos moradores do Morro do Estado, onde estavam além dos moradores, várias entidades como o SINTUFF e o DCE da UFF. Deliberou-se a realização de uma grande manifestação pública em Niterói, no próximo dia 15/04 (quinta-feira) contra o descaso dos governantes. Temos que ajudar a construir este grande ato para pedir a cabeça dos verdadeiros culpados pelo caos.
Coletivo Estudantil “Vamos à Luta!”
Contatos: www.juvvamosaluta.blogspot.com
Juninho: juninho.uff@gmail.com (21) 9394-6339
Bárbara Sinedino: barbara2870@yahoo.com.br (21) 8873-6479
Ciane: ciane.rodrigues@hotmail.com (21) 8546-8373
Rafael Lazari: lazari.rafael@gmail.com (21) 7119-4732
Marco Antônio “Amapá”: marcounifap@yahoo.com.br (21) 8691-9607
André “Kbça”: andretertuliano@gmail.com (21) 9298-2282

segunda-feira, 15 de março de 2010

Mobilização obtém vitória na UFRGS! após enfrentar repressão

Estudantes, trabalhadores e camponeses 1 X 0 Multinacionais, Governo Lula, Reitoria, e DCE Livre.
O dia 5 de março vai com certeza entrar para a história do Movimento Estudantil da UFRGS. Em ampla aliança com movimentos sociais e organizações da classe trabalhadora, conseguimos impor uma derrota aos inimigos do caráter público da Universidade.
Também uma marca extremamente negativa ficou hoje, após os anos de chumbo da ditadura militar, não se via uma repressão tão forte por parte da segurança da universidade aos lutadores.
A mando do reitor Alex, os seguranças da UFRGS reprimiram violentamente uma manifestação pacífica que buscava ampliar o debate na universidade sobre o real caráter do projeto do Parque Tecnológico na UFRGS. O reitor, a serviço das mega-empresas, quis a todo custo impor um projeto sem debate nenhum com a comunidade acadêmica, mas se deu mal. Não esperava que bravamente resistíssemos e garantíssemos a anulação da reunião do Conselho Universitário.
Começa a derrota de um projeto
O projeto privatista, que busca utilizar das estruturas públicas para servir ao lucro de meia-dúzia de empresários, sofreu um importante golpe hoje na UFRGS.
Queremos colocar claramente que este projeto é parte de um amplo processo que, obviamente, por a UFRGS não ser uma ilha, ocorre através de diversas políticas aplicadas em todas as Universidades Públicas Federais brasileiras. O projeto das fundações de “apoio”, a Reforma Universitária arquitetada pelo Banco Mundial, o REUNI, são todos parte do projeto de Lula para a educação.Quem não se lembra,por exermplo, da fundação ligada a UNB que deu de ‘presente’ uma lixeira de MIL reais ao então reitor Timoti. Não à toa, há um crescimento extraordinário da educação superior privada através de isenções fiscais, abocanham mais de 80% das vagas do ensino superior no Brasil, e somente no governo petista cresceu mais de 60%! Enquanto isto, cresce a presença da iniciativa privada nas Universidades Federais. Já hoje, 10% de toda a pesquisa produzida na Universidade é financiada pelas grandes empresas, que se utilizam do conhecimento produzido como forma de maximizar seus lucros.
É justamente esta lógica imposta pelo Governo e seus aliados que combatemos. Não é por acaso que militantes do PT e o PCdoB, apoiaram de forma tão entusiasta a eleição do reitor Alex, justamente por compartilharem de projetos iguais. Não à toa o PP, partido do presidente do DCE Renan Pretto, é base de apoio do governo Lula e também apóia o projeto. Além disto, no país governado pelo PT vivemos um contexto de crescente criminalização das greves, lutas, mobilizações, ocupações de terra, da qual a repressão de hoje é apenas mais um triste capítulo.
Mas por que nos opomos de forma tão veemente a este projeto?
Porque pensamos que a lógica do conhecimento produzido na Universidade Pública é inversa. O projeto do Parque defendido por todos estes setores que expusemos acima visa colocar o conhecimento produzido na UFRGS à serviço da iniciativa privada. Nosso projeto visa que o conhecimento produzido na UFRGS deve estar a serviço das necessidades da classe trabalhadora e do povo pobre. Por exemplo, ao invés de fazer uma pesquisa para ampliarmos o lucro da bilionária família Gerdau, a produção do conhecimento deve estar preocupada em como vamos resolver os problemas dos afetados pelas enchentes no RS, como vamos lutar contra o avanço da dengue, enfim, de como vamos enfrentar os graves problemas sociais de nosso país.
Somente mantendo e aprofundando nossa mobilização podemos derrotar o Parque Tecnológico na UFRGS.
Foi dado o primeiro passo. De fato, hoje é um dia a ser comemorado pelos lutadores. Porém, sabemos que é necessário continuar com ainda mais força. Construímos uma fortíssima mobilização em tempos de férias letivas. A tarefa central de todos do movimento estudantil é de fato ampliar a mobilização e levar o debate democrático para o conjunto da comunidade acadêmica e mais ainda para o povo que é quem sustenta essa universidade.Segunda-feira é um dia fundamental de mobilização, de colocar em cada sala de aula o que está acontecendo na universidade. De chamar cada colega, cada funcionário, cada professor ao debate. De colocar que não podemos aceitar calados que os tempos dos porões da ditadura voltem na nossa universidade. E na terça-feira temos que estar todos às 18h30m no DAECA para discutir como avançar nossa luta.
Todos lá porque o tempo não pará!

sexta-feira, 5 de março de 2010

O Haiti precisa de comida, não de armas! De médicos, e não de mais soldados!

Diego Vitello – Estudante de História e da Juventude Vamos à Luta

Fabiano “Pereira” - Estudante de Ciências Sociais e da Juventude Vamos à Luta


A magnitude da tragédia haitiana, como consequência do terrível terremoto acontecido no dia 12 de janeiro, comoveu o mundo inteiro. As cifras oficiais já chegam a 250 mil mortos e podem ser muitos mais. Praticamente toda a frágil infra-estrutura da capital Porto Príncipe desabou ou foi afetada de alguma forma.

Três milhões de irmãos haitianos perambulam pelas ruas tentando achar, resgatar ou enterrar seus familiares ou amigos. A fome e as epidemias, que já eram signo distintivo do regime da MINUSTAH (nome da missão de ocupação da ONU), se exacerbaram, ainda mais. Infelizmente a situação tende a piorar para os milhões de desabrigados pois se avizinha em abril a estação das chuvas. Diante desse realidade é impossível que nós, estudantes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, fechemos os olhos para esta realidade. Os que subscrevem este texto pensam que temos que abrir o debate em toda a UFRGS sobre a situação haitiana.


Um pouco de história

Aos efeitos devastadores do terremoto, se combinaram centenas de anos de colonialismo e saque imperialista, deixando o país sem condições de resposta, multiplicando, sobre o povo, as infelizes consequências. Este é o preço que os donos do capital impuseram a este povo heróico, o primeiro país latino-americano a conquistar sua independência, em 1804, após uma sangrenta rebelião de escravos negros que expulsaram os escravocratas franceses. À época, a notícia se espalhou como um rastro de pólvora , gerando um ódio gigantesco na elite branca que explorava mão-de-obra escrava em toda a América Latina. Com esta verdadeira revolução, os haitianos transformaram os latifúndios que antes se destinavam somente à exportação de açúcar, em pequenas propriedades unifamiliares dedicadas à subsistência. Os embargos econômicos das potências imperialistas, dificultaram enormemente a vida deste povo lutador. A partir do século XX, os EUA intervieram militarmente para impor ao país ditaduras sangrentas e a volta da grande propriedade rural. As pequenas propriedades que restaram foram sendo expropriadas por governos ditatoriais como o de Papa Doc e Baby Doc. Isto gerou uma migração em massa e muita pobreza nas grandes cidades, cujo maior exemplo é Porto Príncipe. Essa miséria humana mais uma vez transformou-se em uma imensa fonte de lucro para as multinacionais que utilizam das dificuldades do país para pagar salários mensais que equivalem a R$115 em suas famigeradas maquiladoras instaladas em território haitiano.


O que a grande mídia brasileira se nega a dizer: Qual é o verdadeiro papel das tropas Brasileiras e da ONU?

Vale à pena voltarmos brevemente na história para vermos em que circunstâncias começou a ocupação militar brasileira no Haiti. Em 2004, os EUA de Bush intervêm mais uma vez com força no Haiti e depõe o presidente eleito Jean Aristide. Em que pese a que ele já vinha se afastando de suas raízes populares e de esquerda(Aristisde é uma grande referência da chamada teologia da libertação, que organiza a esquerda católica), o seu governo despertava um importante patamar de mobilização do povo. Bush, já empantanado e gastando trilhões de dólares com sua guerra no Iraque e no Afeganistão, pede a seu “amigo”(como ele mesmo chamou) Lula que suas tropas chefiem uma ocupação militar que devolvam a “ordem” ao Haiti e “ajudem” o novo governo pró-imperialista de René Preval a manter o povo em estado de miséria e exploração extrema. Enquanto isso, Lula era ovacionado pela imprensa brasileira que dizia que as tropas brasileiras iriam pacificar o Haiti. Desde lá, o presidente brasileiro ordenou gastou de mais de 600 milhões em armamentos, enquanto sua recente “ajuda humanitária” foi de apenas 15 milhões. Agora o próprio governo imperialista de Obama colocou 12 mil soldados(“Marines”) para ajudar Lula na sua política. Mas “o que o Brasil e a ONU fizeram em seis anos de ocupação no Haiti? As casas feitas de areia, a falta de hospitais, a falta de escolas, o lixo. Alguns desses problemas foram resolvidos com a presença de milhares de militares de todo mundo”? (carta de Otávio Calegari Jorge – pesquisador da UNICAMP em Porto Príncipe)

Mas o que estes senhores da grande mídia e do governo chamam de pacificar e colocar ordem? Em primeiro lugar alguns fatos: em agosto de 2009, junto com a greve de 2 semanas dos operários têxteis, milhares de trabalhadores haitianos saíram às ruas pelo aumento do salário mínimo para cerca de R$190 reais, ou 200 gourdes. As tropas da MINUSTAH, comandadas pelo Brasil, reprimiram ferozmente as manifestações, matando dois operários. No primeiro ano da ocupação militar, milhares de estudantes saíram às ruas de Porto Príncipe para protestar por mais professores nas escolas e melhorias no sistema educacional, as tropas mais uma vez reprimiram, gerando uma morte. Estes são apenas dois de muitíssimos fatos que desmascaram o papel das tropas de Lula no Haiti.


Chamamos os estudantes da UFRGS à prestarem sua solidariedade ao povo haitiano

Neste momento tão drástico e difícil para o povo haitiano, não podemos mais do que iniciar uma solidariedade ativa e prática. Demonstrações imensas de solidariedade já estão sendo dadas pela CONLUTAS e diversos sindicatos do país, como o dos Metalúrgicos e o dos Químicos de São José dos Campos, onde os operários votaram em assembléia que 1% do salário de cada um vá para as organizações operárias e populares do Haiti.

Aqui na UFRGS, uma pequena e modesta iniciativa já está sendo feita e queremos que este espírito se espalhe pela nossa Universidade. A Juventude Vamos à Luta, coletivo de estudantes do qual fazem parte os que subscrevem este texto, está promovendo uma rifa de R$2,00 cada número para concorrer ao livro Os Jacobinos Negros da editora Boitempo e que conta a história da Revolução Escrava que libertou o Haiti no ano de 1804. O dinheiro arrecadado será enviado diretamente à organização operária, popular e estudantil ROZO(Rede de Organizações da Zona Oeste), que são 25 organizações dos bairros pobres de Porto Príncipe, onde a “ajuda humanitária” dos Estados praticamente não chegou.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

chapa 2 – DCE de TOD@S por uma UFRGS popular e de qualidade


A chapa 2 – DCE de TOD@S por uma UFRGS popular e de qualidade, que concorre para o DCE da UFRGS, é composta por setores que em maior número compunham o atual DCE e outros setores combativos que eram oposição ao DCE. Isso significa uma chapa com a proposta de renovação, mas com a experiência de gestões passadas. A unidade que construímos é uma prova de que estamos comprometidos com a construção de um DCE de TOD@S, que deve manter os seus acertos e aprender com os seus erros. Queremos um DCE diferente no ano que vem, mais próximo dos estudantes e que construa na prática o caminho para uma universidade pública, popular e de qualidade!.Nossa chapa está comprometida em manter o DCE na luta por uma UFRGS popular, gratuita e de qualidade, e compreendemos que somos a única chapa que pode levar este projeto até o fim, sem hegemonismos e com muita seriedade. A chapa 2 é a chapa que teve maior número de inscritos, com estudantes de todos os Campi e de diversos cursos.Por isso, fazemos um chamado a VOCÊ. Venha participar de nossas atividades, venha construir um DCE aberto a tod@s.

Confira nossas principais propostas.

Queremos ampliação de qualidade! Revogação do Reuni Já!

Por um DCE mais próximo dos estudantes!

AMPLIAÇÃO DO R.U DO VALE JÁ!

POR UMA UFRGS POPULAR E DE QUALIDADE!

Nos dias 17, 18 e 19 de Novembro vote CHAPA 2

Vitória !

Após a vitoriosa luta dos estudantes e da população de Ouro Preto, no último dia 04/11/2009, a juíza acatou a reivindicação do movimento e o aumento da tarifa do transporte público será revogado. Isso prova que só os estudantes nas ruas, com uma direção correta é o que irá garantir vitórias.
Foi uma dura batalha, contra as mafiosas empresas de ônibus de Ouro Preto, e seu principal aliado, a Prefeitura. A luta não acabou, exigimos que a determinação da justiça seja cumprida imediatamente!
Esperamos que essa seja apenas a primeira, de muitas outras lutas que virão. A UFOP enfrente uma tremenda crise, para especialistas em breve ela deixará de ser um centro de excelência para se tornar um escolão. Mais do que nunca os estudantes precisam estar organizados, para dizer não ao sucateamento da universidade pública.
Nos momentos das vitórias é onde as pessoas tomam consciência da sua capacidade de transformação, por isso fazemos um chamado para toda a comunidade estudantil. Vamos à Luta!?

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Uma Gestão nada compartilhada na UnB.

Adriano Dias[1]
Lorena Fernandes
[2]

Desde 2008 a UnB iniciou um processo de profundas transformações, desencadeadas pela organização do movimento estudantil, que com maturidade, apontou as grandes distorções existentes na democracia e no funcionamento universitário. A ocupação da Reitoria em 2008 foi o estopim de uma crise que se arrastava por mais de dezesseis anos, em diversas gestões que compactuaram com o desmantelamento da educação pública brasileira aplicadas por sucessivos governos (Collor, FHC e Lula) sem questionamento a essa política.

A dura crítica ao REUNI, às fundações privadas, a falta de democracia e os fortes indícios de corrupção deram o tom na luta do movimento estudantil o que demonstrou claramente a possibilidade de se indignar, se organizar, lutar e vencer. Sem dúvida a parceria com outros movimentos da universidade (docente e de servidores técnico-administrativos) foram fundamentais para conquistarmos as mudanças alcançadas.
A posse do novo Reitor José Geraldo, que foi eleito principalmente com os votos dos estudantes, veio com a proposta de construção de uma “gestão compartilhada”. Essa consigna já se mostrava difusa e pouco clara em relação à forma como seria aplicada, pois não questionava profundamente a estrutura de funcionamento da universidade. Após 1 ano de gestão esse perfil tem se confirmado.O Congresso Estatuinte Paritário, por exemplo, promessa de campanha do Reitor, ainda não saiu do papel. A possibilidade de se “compartilhar” a decisões na gestão universitária, nos colegiados, nos conselhos não sofreu qualquer mudança e permanece na desigual composição de 70% de votos para docentes, 15% para estudantes e 15% para servidores. (proporcionalidade inventada pelo regime militar que vem sendo mantida na Universidade).
As fundações de direito privado, que desencadearam a forte crise da UnB em 2008, tem sido tratadas apenas do ponto de vista do “controle social” se esquecendo completamente da sua função privada e a sua proposta de desresponsabilização do Estado em relação à política pública de educação. Sem contar a corrupção que é evidenciada em todas as fundações privadas ligadas as universidades, segundo o MPF (Ministério Público Federal).Esses fatos demonstram que o problema destas instituições não é apenas de controle ou da sua moralização, mas sim que o seu caráter mercantil significa um contraponto ao significado público e gratuito das universidades federais.
Entendemos que o inicio da resolução desses problemas passa pelo descredenciamento gradativo dessas entidades e o fortalecimento da Universidade Pública através do financiamento público.
Ocupe a UnB!
No último semestre a nova Reitoria, através da SECOM (Secretaria de Comunicação) organizou uma campanha de recepção dos calouros com o tema “Ocupe a UnB”, com o pretenso objetivo de estimular os estudantes a participarem de todos os espaços universitários. O fato é que após a aprovação do REUNI (Plano de Reestruturação e expansão das universidades federais) as dificuldades de espaço físico na universidade aumentaram profundamente.A mal planejada expansão que com pouca discussão foi imposta à UnB tem ampliado problemas como a falta de professores, servidores, laboratórios, espaços culturais e etc. e que também vai resultar em salas e anfiteatros superlotados colocando em xeque as condições de ensino e até mesmo as condições de trabalho dos docentes.O tripé ensino, pesquisa e extensão que fundamentam o grande diferencial da universidade pública e garante a qualidade na formação, tem estado cada vez mais em risco, já que não há bolsas suficientes para pesquisa, extensão, monitoria, permanência.Assim diversos estudantes têm frequentado a universidade sem que tenham reais condições de ocupá-la!

Nos últimos dias estudantes dos mais diversos cursos tem ocupado salas da universidade para organizar seus Centros Acadêmicos. Essas ocupações se tornam um marco do movimento estudantil da UnB em 2009, pois foram ocasionadas por estudantes que espontaneamente perceberam que a universidade não tem dado prioridade aos espaços autônomos de organização e socialização estudantil. A cultura de que os estudantes são menos importantes no processo de construção do conhecimento tem sido reproduzida nesta gestão que tem uma visão secundária dos centros acadêmicos. Os estudantes sabem da importância do CA, de sua história nas profundas transformações sociais, no enfrentamento ao regime autoritário, nas discussões de formação profissional, no estimulo a cultura, na emancipação humana e na formação do individuo como ser coletivo. Nossa função é ocupar os espaços da nossa universidade, demonstrando que é necessário afirmar a importância do centro acadêmico.
Falta autonomia para o DCE!
Infelizmente o DCE, a mais importante entidade de representação dos estudantes da UnB, também recém eleita com a expectativa de fazer diferente em sua prática e reconstruir o cotidiano, tem preferido sustentar a Reitoria, ao invés de apoiar a luta e as ocupações estudantis. O DCE que deveria ser a entidade que ajudaria a encaminhar soluções para os mínimos problemas que algumas ocupações geraram, ajudam a desconstruí-las com a preocupação de defender a administração central.
Em muitos momentos quando tentamos garantir um direito (como espaço físico para centros acadêmicos) e não somos atendidos temos que agir de forma mais ousada para demonstrar que existe omissão e descaso por parte da administração da UnB, mas esta não é a compreensão do DCE. Há uma tentativa de jogar uma cortina de fumaça tratando a falta de espaço físico para os C.As como um problema pontual e não vinculado a profunda crise que a expansão mal planejada (REUNI) tem resultado. Se o REUNI tem provocado a falta de espaços para salas de aula, laboratórios e amplia ainda mais o problema de espaços para o C.As, não há como separar e ter uma visão propositalmente limitada, como faz o Diretório Central dos Estudantes através de sua atual direção, sendo que o seu apoio ao REUNI ocasiona limitações na fomentação e organização das demandas quando elas contestam esse projeto ou a reitoria.
Novos Rumos para o movimento estudantil da UnB
É necessário rearticular o movimento estudantil, resgatando a combatividade de anos anteriores. As ocupações são uma saída importante, pois apontam a mobilização como forma de acordar a universidade para as necessidades atuais.É necessário o surgimento de um contraponto ao Diretório Central dos Estudantes e a forma de vinculação a Reitoria no trato da gestão da entidade. Novos rumos para o movimento estudantil da UnB, significa termos a capacidade de entender as realidades sem avaliações exageradas construindo todo o apoio a mobilização dos C.As, dos cursos e dos estudantes da universidade.Uma alternativa que possa enfrentar as fundações privadas, defender uma expansão de qualidade que não coloque em xeque o papel de garantir uma formação qualificada e a aplicação do tripé ensino pesquisa e extensão aproveitando todos os espaços de democracia e mobilização dos estudantil.
Esta nova cara do movimento estudantil da UnB deve ser a de independência em relação à Reitoria, pois para o DCE representar os estudantes perante a administração não é necessário ser parte dela.
E para começarmos convidamos você a construir esse movimento a partir dos processos de ocupação. Fazemos parte de um coletivo estudantil que tem participado das ocupações ao lado dos estudantes para defender uma Universidade pública, gratuita, de qualidade, laica e a serviço de uma sociedade mais justa. Chegou o nosso momento novamente. Vamos à Luta !

[1] Coordenador Geral do CALET/Membro do Coletivo Vamos à Luta
[2] Representante Discente no Consuni (Conselho Superior da UnB) / coordenadora de movimento estudantil do CASESO/ Coletivo Vamos à Luta

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Vídeo-Debate na UFPA

Em 2001 o mundo assistiu, em tempo real, a queda das torres símbolos do poder americano. O século XXI possui um marco naquele em 11 de setembro.
O chefes da casa branca lançaram um contra-ataque. Invadiram o Afeganistão, o Iraque, atacam sistematicamente aos palestinos. O discurso da "guerra ao terrorismo" e "eixo do mal" se revelaram uma farça global.
A resistência a essa expansão imperial obteve êxitos. Atualmente as tropas yakees saíram de Bagdá, 70% do território do Afeganistão está sob controle da resistência. O povo palestino, apesar dos constantes ataques, segue em luta.

QUEREMOS MUDANÇA NA UFPA

As aulas estão de volta e a universidade está com novo comando. O reitor Carlos Maneschy assumiu o posto em junho. Os anos de REItoria de Alex Fiúza terminaram e com isso o sentimento vivido na UFPA é de vitória, após oito anos de ausência de democracia e implementação de ataques a universidade.
Alex tentou dar um golpe na vontade da comunidade. Pretendia se manter no cargo através de uma intervenção do MEC.
O DCE se manteve firme em defesa do resultado da consulta eleitoral e foi coerente com a bandeira histórica de "Reitor eleito, reitor empossado". Isso, mesmo discordando do projeto político e educacional do atual reitor, já que apoiamos a candidatura de Ana Tancredi nas eleições.

Infelizmente, a mudança não chegou no Rio Guamá
Apesar das disputas que existiram, a nova reitoria também defende o projeto do governo Lula.
Em julho o Ministro da Educação visitou o campus da UFPA. Ao reunir com a reitoria deixar claro que a linha de Maneschy é seguir implementando o projeto iniciado por Fiúza.
Desde a campanha, inúmeros integrantes do grupo de Fiúza passaram para a chapa de Maneschy.
A reforma educacional do governo Lula significa o desmonte das universidades públicas e favorecimento das instituições particulares.
O novo reitor escolheu o caminho do governo Lula e do MEC, o que impossibilitará avanços concretos. A comunidade universitária, que apostou na derrota de Alex através de Maneschy, logo verá frustrada sua expectativa de mudança.

Vamos à Luta
Nosso caminho é seguir em luta. A mudança real surge através de nossa mobilização.
Nossas entidades DCE e CA’s devem ser totalmente independentes da nova reitoria e completamente opositoras da política educacional do governo Lula.

Exigimos do novo reitor
UMA AUDIÊNCIA PÚBLICA
Queremos debater e solucionar os problemas da UFPA
Necessitamos de resolução para nossos problemas: a falta de professores, iluminação, segurança e estrutura; filas gigantescas no RU. Os campis também padecem pelo abandono.
Exigimos uma audiência pública para discutirmos esses problemas.
As propostas da comunidade devem ser aplicadas por meio de um plano de emergência da instituição.

Debate UFPA

A crise no senado:
José Sarney e a república dos ricos.


dia: 16 de setembro
hora: 15 horas
local: Auditório setorial Básico

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

VàL UnB: Fora Sarney !

Há 6 meses acompanhamos a crise no Senado, envolvendo o presidente da Casa José Sarney (PMDB-AP). Sarney nomeou parentes para cargos no Senado, assinou vários Atos secretos e arquitetou um esquema que beneficiou sua Fundação com dinheiro da Petrobrás. Os escândalos envolvem ainda a utilização de passagens áreas para parentes, caixa dois e recebimento de propinas. Sarney conta com o apoio de Lula, que na ânsia de defender o indefensável declarou: uma coisa é roubar, outra é matar, outra é contratar parente, outra é fazer lobby. Ora presidente, enquanto corruptos roubam o dinheiro público, milhares de pessoas padecem nas filas dos hospitais à espera de atendimento médico, agravado com a epidemia da gripe suína. Enquanto Sarney nomeia seus parentes para ganhar altos salários, milhares de brasileiros estão sendo demitidos todos os dias. Chega! O povo está cansado de tanta podridão. É hora de organizar mobilizações pelo Fora Sarney e todos os corruptos.

FALTA DINHEIRO PARA EDUCAÇÃO, MAS NÃO FALTA PARA A CORRUPÇÃO”

Enquanto as verbas públicas beneficiam corruptos as universidades e os serviços públicos vem sendo sucateados. A UnB é exemplo da falta de estrutura, laboratórios, salas de aula, professores e servidores. E com a política do Governo Lula, como o REUNI (Plano de Expansão das universidades), a precariedade tem ampliado.
O movimento estudantil, no último período, foi capaz de ocupar Reitorias em defesa da educação pública e não pode se calar. Em 2008 os estudantes da UnB protagonizaram uma vitoriosa ocupação da Reitoria para denunciar a corrupção e exigir democracia, muitas foram as conquista, e mais uma vez devemos nos organizar e ocupar nosso papel na sociedade!

Pelo Fim do Senado
Todos os processos contra José Sarney foram arquivados, e os senadores trabalham para que tudo termine em pizza. Nos Estados Unidos o Senado foi a instituição fundada para legitimar a escravidão. Na Inglaterra abrigou a aristocracia. No Brasil o Senado custa R$ 2,7 bilhões anuais. É antidemocrático, pois os estados elegem 3 senadores, independente da população, para mandato de 8 anos. Nós defendemos uma Câmara Única proporcional que não tenha privilégios e que os salários sejam vinculados ao salário mínimo.

Nota do SINDUEPA

EM APENAS TRÊS MESES E 18 DIAS DE GESTÃO: A PRIMEIRA CRISE COM O DECRETO 31405 DE CONTIGENCIAMENTO DE VERBAS PARA A EDUCAÇÃO NA UEPA.

Para entendermos a atual crise da UEPA e o porquê da organização do Movimento Estudantil que estão eclodindo nos Campi da UEPA, contrários ao corte drástico de vagas para o processo seletivo PRISE E PROSEL que serão ofertados em 2010 é preciso compreender a atual política do Governo do Estado, à frente Ana Júlia Carepa, que anunciou no período das eleições para Reitor o contingenciamento e corte de verbas de 20% nas Administrações Diretas e Indireta. Afetando diretamente o funcionamento da UEPA como uma autarquia que deveria gozar de autonomia. Esta estratégia para amenizar a Crise Econômica provocada pelos burocratas do mercado financeiro, pela corrupção dos cofres públicos tem como propósito reduzir os custos da máquina pública a custa do sacrifício do povo. Marília Brasil e Graça Silva fazem parte deste projeto de alinhamento com a política do Governo do Estado, isto não é novidade pra ninguém, e deixam explícita a importância do “Alinhamento Institucional com as Políticas de Desenvolvimento do Estado” (ver folha 8 item 11 do programa das candidatas). Os estudantes estão indignados com este corte de vagas por não terem sido ouvidos sobre esta decisão. Afinal de contas as candidatas foram eleitas prometendo que a interiorização seria ouvida pelos principais interessados, esta foi uma promessa de campanha. “Consolidar a política de interiorização dos cursos da UEPA, respeitando as diversidades sócio-culturais e ambientais das meso regiões e promover o princípio de autonomia acadêmica e administrativa dos Campi”, (ver folha 12 item 5 do programa das candidatas), mas parece que não é isto que está ocorrendo”. Os estudantes radicalizaram pelo fechamento dos Núcleos de Conceição do Araguaia e Redenção por tempo indeterminado, assim como há a possibilidades de paralisação dos Núcleos de Paragominas e Mojú que estão em estado de alerta. A redução de aproximadamente 800 vagas contabilizada em todos os Campi da UEPA afetará diretamente toda a dinâmica de sobrevivência econômica dos Municípios que já vivem em péssimas condições de infra-estrutura com a falta de investimentos públicos. Somente para exemplificar o caso de Conceição do Araguaia, a redução de aproximadamente 200 vagas fará com que o município, deixe de arrecadar algo aproximado em um milhão de reais, fato este relatado por uma Vereadora do município que esteve em Belém analisando a situação com o SINDUEPA. Lembrando ainda que a redução de vagas para o vestibular PRISE, PROSEL e REGULAR provocará inevitavelmente a demissão de vários professores lotados na interiorização que não terão carga horária justificada para manter-se na Instituição, a Administração Superior da UEPA também deixará de fazer os investimentos necessários aos Cursos da Interiorização, não haverá necessidade de realização de novos concursos públicos para os Núcleos, investimentos em laboratórios, assim como haverá redução ainda maior dos programas de bolsas de estudos (iniciação científica, pesquisa, extensão...) para os estudantes, etc. A Magnífica já anunciou que irá dividir a responsabilidade com o Conselho de Centro – CONCEN, onde nasce toda a política de graduação, que também aprovou a redução de vagas para as novas entradas do PRISE e PROSEL. Ou seja, nesta hora será difícil encontrar “o pai da criança”, mas a verdade é que a crise está instalada nesta Gestão, que começa muito cedo. Diferente das outras crises esta começa pela Interiorização, que, diga-se de passagem, já vem agonizando há quase duas décadas. A questão é de quem é a culpa? Do Conselho Superior da UEPA – CONSUN ou do Conselho de Centro – CONCEN? Já temos documentos comprobatórios de que esta decisão da redução de vagas partiu da Reitoria em conjunto com a Pró-Reitoria de Graduação, com a ciência da Direção de Ensino, segundo o Conselheiro Robson Domingues, no seu pedido de vistas no processo 2990/2009 UEPA, que também foi favorável a redução das vagas, alegando que em 2008 houve um aumento de 55% das vagas dos cursos do CCSE e para os demais Campi um aumento em 64% sem previsão orçamentária para custear tamanho crescimento. E que este custo aumentaria R$ 1.250.000,00 (HUM MILHÃO E DUZENTOS E CINQUENTA MIL REAIS) no final dos quatro anos dos cursos. Pergunta que não quer calar: porque somente este ano este custo adicional veio à tona, considerando que todos os anos é mantida a oferta de vagas normalmente, e quase sempre com aumento real? O Conselheiro e matemático Pedro Sá no seu parecer datado no dia 05 de agosto de 2009, chamou atenção para um fato intrigante: esta redução de vagas atingirá 40% em relação aos cursos do CCSE e apenas 1% para o CCBS e 0% para os cursos do CCNT. Pergunta que não quer calar: Se trata de uma retaliação política ao CCSE onde Marília e Graça Silva não ganharam a eleição? O argumento da Conselheira Ilma Pastana Ferreira, membro da Câmara de Graduação é outro. No seu parecer datado de 23 de junho de 2009, afirmou que a UEPA comprometeu-se com o Programa Territorial Participativo – PTP e com a Universidade Aberta Brasileira – UAB/Plano Decenal, políticas do Governo Federal, e que, portanto, justifica-se a redução de vagas para as entradas regulares visando à melhoria das condições de trabalho. O Conselheiro Pedro Sá Lembra que esses Projetos (PTP e UAB), foram aprovados sem dotação orçamentária prevista para a sua execução neste ano. O conselheiro votou pela não redução das vagas, e acrescentou: se reduzirmos o número de vagas nas licenciaturas estaremos na contramão da história e agindo como certas prefeituras agiam, quando usavam apenas verbas do FUNDEF nos seus municípios, deixando de aplicar os 25% previsto em educação, além de que somente no Pará o número de candidatos inscritos no Plano Nacional de Formação da Educação Básica, que oferecerá cursos de licenciatura já era 14 vezes maior que as vagas disponíveis pelo referido Plano (JORNAL O LIBERAL 28/07/2009). Por outro lado, o Conselheiro Ney Alvarenga também expediu um parecer datado de 13 de julho de 2009 sobre o mesmo processo, fazendo alusão a necessidade de fiscalização e prestação de contas em relação aos recursos públicos que envolvem o vestibular, propondo a criação de uma comissão do CONSUN em conjunto com o Ministério Público do Estado- MPE e com o Tribunal de Contas do Município – TCU, para a realização plena da investigação. O certo é que tem muita gente envolvida nesta decisão de redução de vagas sem discutir com a comunidade. É a velha política de um grupo de iluminados que estão nos seus gabinetes refrigerados que decide a vida de muitos. O Movimento Estudantil está de parabéns pela iniciativa, na luta pelos interesses da sociedade civil, que necessita da formação gratuita e de qualidade, visando às melhorias das condições de vida da população, na busca do desenvolvimento dos municípios que vivem em péssimas condições. A presença da UEPA nesses municípios é fundamental, é a possibilidade de uma esperança de futuro para milhares de jovens que lá estão sem perspectiva de vida. A educação é a única possibilidade para os devaneios que se tornou um vício de origem por parte de Governos e Gestores do passado e do presente, que hoje são refletidos nas políticas públicas nos diversos Campi da UEPA.

APOIO: SINDUEPA e ANDES-SN
Belém, 24/08/2009.

Nota de apoio do vamos à Luta Pará

SOLIDARIEDADE AOS ESTUDANTES DOS CAMPI DA UEPA!
A OCUPAÇÃO É O CAMINHO DA VITÓRIA!!!

No início do primeiro semestre a governadora do Estado do Pará Ana Júlia Carepa (PT), editou um decreto, que se configurou como mais uma forma de fazer que os estudantes paguem pela crise. Ao cortar 30% do orçamento de todas as secretárias do Estado, inclusive a UEPA, e provocando demissões em todos os campi com bibliotecas fechando por falta de equipe de apoio. Esse corte de recursos deixou a UEPA mais sucateada, com laboratórios sem equipamentos, salas de aulas sem estrutura adequada e sem professores, acervos de livros insuficientes, entre outros problemas. Ao voltarem das férias os estudantes descobriram que a Reitoria havia cortado mais de 400 vagas no vestibular desse ano e que irá cortar mais de mil no próximo vestibular.Esse último ataque foi determinante para a organização dos estudantes que através de assembléias gerais representativas nos campi do interior, como por exemplo, as assembléias realizadas em Redenção, Paragominas, Moju e Conceição do Araguaia, sendo que esta ultima ocorrida no dia 19/08 (quarta-feira), contou com a partição de 250 alunos em um universo de 700 estudantes matriculados. Nestas assembléias os estudantes decidiram por radicalizar e ocupar os campi de Conceição do Araguaia, Redenção e Paragominas, como forma de pressionar a reitoria a atender as suas demandas. Em outros campi como o de Moju os estudantes estão realizando abaixo assinados para pressionar uma audiência, junto a Reitora.

Nós do Coletivo Vamos à luta, que desde o início estivemos juntos com os estudantes apoiando essa luta, queremos nos solidarizar aos alunos que estão protagonizando essa ocupação e aos demais estudantes que estão em luta na UEPA.

Assinam: Júlia Bastos Borges - Cooredenadora Geral do DCE-UNAMA e CARI (CA de Rel. Internacionais)Zaraia Guará Ferreira - Coordenador Geral do DCE da UFPA e CASS (CA de Serviço Social)Pedro Henrique – Secretário Geral do DCE da UFPA Camila Monteiro – Diretora de Movimentos sociais do DCE da UFPATailson Furtado – Diretor de Cultura do cultura do DCE UFPA e CAGE (CA de Geografia)Emerson SEABRA – Diretor de imprensa do DCE – UFPA e CAGE (CA de Geografia)Ricardo Wanzeller – Diretor de Assistência estudantil e CATUR (CA de turismo) Elho Araújo – Diretor de InteriorizaçãoLuiz Henrique – Conselheiro discente da UFPATalison Silva – Conselheiro discente da UFPASilvio Corrêa – CAGE (CA de Geografia)Maurício Santos – Coordenação do Mov. Vamos à luta! UFPAGilson Pantoja - Coordenação do Mov. Vamos à luta! UFPAFernanda Bandeira - Coordenação do Mov. Vamos à luta! UFPATainá Serrão - Executiva Nacional dos estudantes de economia e CAECON (CA de Economia)Amanda Melo – CACS (CA de Ciência Sociais)Adriano do Egito - CACS Marabá (CA ciência sociais)Pablo Gouveia – CAESA (CA de Engenharia Sanitária e Ambiental)Jesuline Mendes - CATUR (CA de turismo)

Estudantes desocupam campus da Uepa no interior do Estado

26/08/2009 - 12h40m -
Após realização de audiências, estudantes desocupam os dois campus da Universidade Estadual do Pará (UEPA) no interior do Estado. Na terça-feira (24), o núcleo de Redenção foi desocupado. Os estudantes afirmam que as ocupações podem voltar a acontecer, caso o que foi acordado não seja cumprido pela Universidade. O ato foi realizado por universitários indignados com a situação de precarização do ensino e com os cortes de vagas e de verbas para a área de educação pública no Pará. Ontem, as audiências foram realizadas entre estudantes, pró- reitor da Uepa e procurador da universidade. Em Paragominas a ocupação, que terminou por volta de 0h, foi avaliada positivamente. Segundo Luan Sidônio, vice presidente do diretório acadêmico do núcleo, a universidade se comprometeu a atender 80% das reivindicações.
'Eles se comprometeram em qualificar, readaptar e garantir o funcionamento da biblioteca, além do funcionamento dos laboratórios de informática e do prédio administrativo em três turnos, conta. Ainda segundo o vice-presidente do centro acadêmico, foram obtidas outras reivindicações na reunião, como garantia da semana acadêmica do núcleo, que deve ser realizada ainda esse ano, construção do laboratório de educação ambiental para novembro desse ano, a fixação de professores de todos os cursos ofertado pela universidade, a entregar as carteirinhas no prazo de 15 dias.Também no encontro foi acertada da contratação de um auditório no município, até que se construa um próprio, materiais específicos para todos os laboratórios, capacitação de estagiários e monitores da universidade além de concurso para que se preencha duas vagas ociosas, uma de motorista e outra de bibliotecária. Segundo o coordenador do DCE (Diretório Central do Estudantes) da UFPA Zaraia Ferreira, que participou da ocupação em Paragominas, os universitários têm duas reivindicações principais. 'Nós queremos o retorno das vagas de vestibular para os campus do interior e também a anulação do corte de 30% em verbas para a Uepa. Esse dinheiro era destinado aos investimentos em infraestrutura, como criação de laboratórios e bibliotecas. A parte estrutural e a falta de professores são as maiores deficiências dos campi do interior e da capital', disse o coordenador.Em Conceição do Araguaia, a UEPA se comprometeu a disponibilizar o número de vagas que tinham sido cortadas. 'Ano passado foram ofertadas duzentas vagas. Esse ano só seriam oferecidas setenta para todos os cursos. Ontem depois da reunião, eles se comprometeram a voltar com as vagas e também oferecer dois novos cursos, o de geografia e o de filosofia', contou Samuel Rodrigues, coordenador de secretaria do diretorio acadêmico de Conceição.Samuel critica o fato do corte de verbas ser associado à Crise Econômica Mundial. 'O governo do Pará, esse ano, cortou gastos em áreas como saúde e educação e 30% do orçamento da Uepa, por conta dessa crise. Vivemos um momento de calamidade pública na educação secundarista, do ensino médio e da educação universitária principalmete no interiores. Não se investe em educação, mas o Governo prioriza os investimentos para propagandas absurdas e para a Vale, por exemplo. E na educação que está no tripé para as reais mudanças na sociedade não é investido', critica Rodrigues.Crise na educação-Ele também faz uma análise da situação da educação pública no Brasil. Segundo o coordenador, o país é hoje um dos países em que menos se investe em educação, apenas 3,8 % do PIB é destinado a essa área. Em outros países se investe 10% do PIB para a educação. Em contrapartida, o Governo brasileiro destinou 40% do PIB para pagar a dívida externa. Esse ano o governo federal cortou 1,2 bilhões da educação por conta da crise, mas deve dinheiro para dar 10 bilhões ao FMI. 'Faltam políicas públicas para dar educação e saúde para o povo, que é quem, infelizmente sofre com essa situação', afirma Samuel.Ainda de acordo com ele, o campus de Conceição do Araguaia enfrenta outros problemas.' Aqui tem o problema da questão da autonomia. Tudo depende de Belém para resolver. Nós queremos também mais autonomia para o campus e a participação do interior nas políticas que estão sendo implantadas pela Uepa. Nós não temos voz, as decisões são verticalizadas e nós temos que engolir tudo. Outra questão é que no interior o ensino é modulado só o curso de educação física que é regular. Nesse caso o professor vem de fora, não tem pesquisa extensão,eles veem passam um mês e vão embora. Queremos também professores efetivos no interior do estado', constata.Na terça-feira (24) uma audiência colocou fim a ocupação no campus de Redenção. 'Em Redenção, os estudantes conseguiram que voltassem as vagas que foram retiradas. A Uepa deu um prazo de sessenta dias para resolver os problemas de lá', afirmou Samuel.Caso a Universidade não cumpra os acordos, os campus podem ser reocupados. 'Nessa quinta-feira haverá uma reunião do Consu, Conselho universitário, entidade máxima da Uepa, que define o processo seletivo, o que vai ser ofertado em todo o Estado. As resoluções saem na sexta-feira no Diário Oficial da União. Então se não sair a volta das vagas, voltaremos as ocupações', promete samuel.Outros campus- Samuel faz uma denuncia os coordenadores de núcleo das cidades de Marabá e Tucuruí. 'Eles estão tentando denegrir a imagem do movimento estudantil que fazemos. Os coordenadores com medo que o movimento tome conta do Estado, o que seria uma espécie de assassinato para a Uepa, afirmam que nós somos um bando de desocupados. Contra isso nós faremos reuniões nas duas cidades para fazer um trabalho de esclarecimento do porquê fazemos essa mobilização. O movimento não é pelego e nem oportunista. O movimento é em defesa da universidade pública e de qualidade', afirmou.Ainda de acordo com ele, em Mojú, os estudantes promovem abaixo assinados contra os cortes e deficiência do ensino.Apoio -Participam da manifestação não só estudantes da Uepa como também universitários que repudiam o descaso com o ensino público estadual. Em Belém, alunos de universidades pública e particulares, além dos DCEs da UFPA, Unama, FAP, Feapa se mostraram solidários a causa estudantil e as ocupações.Ontem, o DCE da FAP divulgou nota de apoio.
Outro lado- A Universidade do Estado do Pará informou por meio de nota enviada à imprensa que está redimensionando suas ações de ensino, fixação de professores no interior, vagas e cursos ofertados, inclusive com a implantação de novos cursos.O Conselho Universitário reunirá na quinta-feira (27), para votar o quadro definitivo de vagas dos Processos Seletivos 2010, e o edital da UEPA para os cursos regulares e a distância e deverão ser publicados na próxima sexta-feira (28).'No ano de 2008, a Universidade do Estado investiu 15 milhões em equipamentos e em acervo bibliográfico, além do seu orçamento previsto e aprovado na Assembléia Legislativa. Os investimentos continuam e a compra de novos equipamentos está em fase de licitação. O cenário de crise mundial realmente afeta a todos os cidadãos, porém a UEPA possui outras fontes de recursos, como através de convênios, o que permitiu que os investimentos, nem o custeio fossem atingidos pela crise. A gestão superior reconhece que o fortalecimento da universidade depende de novos concursos para professores e funcionários, principalmente no interior do Estado', afirma a nota. Atualmente, a UEPA conta com 690 professores efetivos e 1.250 funcionários técnico-administrativos, além de um número complementar de temporários. Por isso, o Plano de Cargos e Salários, após aprovação no Conselho Universitário, será encaminhado à Assembléia Legislativa ainda este ano, visando a ampliação do quadro docente e de servidores. Em novembro deste ano, será realizado concurso público para professor. 'Os representantes do Diretório Central dos Estudantes (DCE) e alguns Diretórios do interior, que representam a categoria estudantil, protestam e lutam por melhores condições de ensino, e esse também é o planejamento e o desejo da gestão superior e de toda a comunidade universitária. Por isso, o diálogo com os estudantes é uma prioridade nesta gestão, sendo desnecessária a ocupação dos espaços públicos, tanto que no campus de Redenção, após audiência local entre estudantes e o pró-reitor designado, as atividades já foram retomadas. Da mesma forma o diálogo ocorre em Paragominas e Conceição do Araguaia', diz a nota.

Redação do Portal ORM. imprensa Burguesa. Oliberal

UEPA: Nota DCE da UFRGS

No início do primeiro semestre a governadora do Estado do Pará Ana Júlia Carepa (PT), editou um decreto, que se configurou como mais uma forma de fazer que os estudantes paguem pela crise. Ao cortar 30% do orçamento de todas as secretárias do Estado, inclusive a Universidade Estadual do Pará - UEPA, e provocando demissões em todos os campi com bibliotecas fechando por falta de equipe de apoio. Esse corte de recursos deixou a UEPA mais sucateada, com laboratórios sem equipamentos, salas de aulas sem estrutura adequada e sem professores, acervos de livros insuficientes, entre outros problemas. Ao voltarem das férias os estudantes descobriram que a Reitoria havia cortado mais de 400 vagas no vestibular desse ano e que irá cortar mais de mil no próximo vestibular.Esse último ataque foi determinante para a organização dos estudantes que através de assembléias gerais representativas nos campi do interior, como por exemplo, as assembléias realizadas em Redenção, Paragominas, Moju e Conceição do Araguaia, sendo que esta ultima ocorrida no dia 19/08 (quarta-feira), contou com a partição de 250 alunos em um universo de 700 estudantes matriculados. Nestas assembléias os estudantes decidiram por radicalizar e ocupar os campi de Conceição do Araguaia, Redenção e Paragominas, como forma de pressionar a reitoria a atender as suas demandas. Em outros campi como o de Moju os estudantes estão realizando abaixo assinados para pressionar uma audiência, junto a Reitora.Nos solidarizamos com a luta dos estudantes da UEPA que através de mobilização rejeitam o plano da governadora Ana Júlia PT/PMDB de fazer que os estudantes sofram com precarização na universidade, enquanto as grandes empresas continuam com isenções fiscais milionárias. Apoaiamos os que estão protagonizando essa ocupação e aos demais estudantes que estão em luta na UEPA, seguindo o exemplo da USP que uniu professores, técnicos e estudantes, contra o governo reacionário de José Serra.

DCE da UFRGS

UEPA:Nota de solidariedade do DCE Estácio FAP

Apoiamos a heróica mobilização dos estudantes da UEPA

ESTUDANTES QUE ESTÃO OCUPANDO OS CAMPI DA UEPA!
ESSE É O CAMINHO!!! NENHUM DIREITO A MENOS!!!

O Diretório Central dos Estudantes da Estácio Faculdade do Pará (FAP) se solidariza aos estudantes da UEPA que estão protagonizando uma heróica ocupação nos campi de Paragominas, Conceição do Araguaia e aos que estão mobilizados em Moju.No início do primeiro semestre a governadora do Estado do Pará Ana Júlia Carepa (PT), editou um decreto, que se configurou como mais uma forma de fazer que os estudantes paguem pela crise. Ao cortar 30% do orçamento de todas as secretárias do Estado, inclusive a UEPA, e provocando demissões em todos os campi com bibliotecas fechando por falta de equipe de apoio. Esse corte de recursos deixou a UEPA mais sucateada, com laboratórios sem equipamentos, salas de aulas sem estrutura adequada e sem professores, acervos de livros insuficientes, entre outros problemas. Ao voltarem das férias os estudantes descobriram que a Reitoria havia cortado mais de 400 vagas no vestibular desse ano e que irá cortar mais de mil no próximo vestibular.Assim como no ensino superior público, nós estudantes das instituições particulares também sofremos em nosso dia a dia com ataques a qualidade de nossa formação com aumentos de mensalidades abusivos, cobranças de taxas e falta de pesquisa e extensão.Por isso entendemos que o caminho para que não barrar o processo de privatização da educação é com luta e mobilização.Para que os estudantes não paguem pela crise dos ricos, todo apoio a mobilização na UEPA!!!
Diretório Central dos Estudantes Estácio FAP
Gestão InovAção: Nada Será como Antes!

Luta da UEPA na imprensa


UEPA:Ocupação estudantil em Paragominas

Zaraia Guará*

A ocupação da UEPA/Paragominas começou 5 da manhã do dia 24/08. Foi bastante mobilizada com duas assembléias, boletim, cartazes e passagem em sala. Mais de 100 estudantes se fizeram presentes para garantir a ocupação e o fechamento dos portões. Durante a manhã houve um debate sobre educação e crise economica.
Cheguei em Paragominas as 17:00 do mesmo dia, na hora que estava saindo o ato pelas as ruas da cidade com150 estudantes.
A iniciativa da mobilização foi uma grande vitória, assim como a ocupação encaminhada pelo combativo Diretório Acadêmico-DA. A mobilização, além de Repudiar as ações do governo Ana julia, denunciou os cortes de verbas do governo Lula. Outro dado positivo do movimento foi contextualizar a crise da educação com a crise do senado, agitando o Fora Sarnei. Por várias vezes agitamos o ato com a já tradicional palavra de ordem "quem não pula é do Sarney".
O protesto foi até uma praça central de paragominas e teve a duração de duas horas e trinta minutos.
Um papel lamentavel cabe a UJS-PC do B, que tentou de todas as formas impedir a ocupação e foi rechaçada pelos estudantes. A base entendeu que os dirigentes majoritários da UNE são traidores e governistas. Não é pra menos que no CONUNE cantavamos que UJS é União da Juventude do Sarney!!!
Felizmente os dirigentes do DA contornaram esse obstáculo e impulsionam uma linha combativa e unitária. Isso o torna bastante fortalecido e com bastante credibilidade na base. Foi conquistada uma audiência com a representante da reitoria, para negociar. Negociação que pode ser positiva depois da vitória de redenção.
A base segue mobilizada!

* Coordenador Geral do DCE UFPA

Vamos à Luta UEPA: solidariedade necessária

Mauricio Santos*

No campus de conceição do Araguaia os estudantes com em assembléia com mais de 250 estudantes votaram ocupar o campus até que a reitora atenda suas demandas ou inicie um processo de negociação sobre as pautas. Essa luta se espalha por outros campus, como o de Redenção que está ocupado desde sexta-feira pelos estudantes. Em ambos os campi estão ocorrendo piquetes de greve. E a luta aumenta ainda mais. Na sexta ocorreu assembléia geral dos estudantes de Paragominas e se votou que na segunda inicia a paralização geral no campus. No campus de Mojú, realizamos uma atividade que contou com mais de 70 pessoas e conseguimos aprovar uma campanha de abaixos assinados para cobrar da reitoria melhorias no campus.
A Reitora Marilia começou a ligar para os dirigentes das mobilizações para ameaçá-los na tentativa de intimidar o movimento. A reitora atua também via coordenaçoes dos campi. Tentam a todo custo parar a mobilização, mas tudo leva a crer que não será fácil deter esse processo.
Assim, é mais que urgente cercar de solidariedades a luta dos companheiros e enviar cartas de solidariedades de todas as nossas entidades.
O Vamos à Luta de Belém organizou brigadas de solidariedade e está se deslocando para o interior do estado para ajudar, no que for possível.
A luta segue! esperamos vencer!
22 de agosto
*Vamos à Luta Pará

Greve Estudantil em Conceição do Araguaia

Universidade Estadual do Pará - Núcleo
Conceição do Araguaia – PA
Diretório Acadêmico “29 de Abril”.
COMANDO DE GREVE.

Frente ao desmonte do ensino superior orquestrado a partir do FMI e seguido irresponsável e desrespeitosamente pelo presidente Lula, governadora Ana Júlia e atual reitoria da Uepa, Marília, numa demonstração clara de que estes governos preferem salvar os banqueiros e empresários a ter que investir mais recursos em nossa universidade. Em julho quando a maioria dos estudantes da UEPA estavam de férias a reitoria aprovou um corte imenso nas vagas dos próximos vestibulares, o corte foi de 444 vagas nesse vestibular e 1294 vagas pro ano subseqüente. Sabemos que um dos motivos para esse corte de vagas e dos vários problemas que estão passando os estudantes das universidades públicas no Brasil bem como os da UEPA tem a ver com a crise econômica. Já que no primeiro semestre a governadora Ana Júlia lançou um decreto que cortou em mais de 30% os recursos da UEPA.
Dentre essas contradições e desmando dos governos, os estudantes, em repúdio a este ato amoral, ditatorial, decidiram em assembléia geral, entre o conjunto da sociedade (universitários, secundaristas, sociedade civil organizada), radicalizar e declarar “GREVE” por tempo indeterminado do Campus de Conceição do Araguaia e o fechamento a qualquer instante da P.A 447 com propósito de termos respostas imediatas. Nesse sentido convocamos toda a sociedade (universitários, secundaristas, associações, sindicatos), a somarem força nesta mobilização e lutar conosco pelo direito adquirido dos estudantes, do povo de Conceição do Araguaia e do Pará.

O que o movimento deseja:
- Audiência Pública com a Reitoria e Governo do Estado.
- A disponibilidade de no Mínimo 200 Vagas para o Campus.
- Autonomia.
- Que as decisões sejam realmente democráticas.
- Qualidade na Educação.
- Concurso públicos para efetivos.
- Implantação de novos cursos.
- Aumento dos recursos para o campus.